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  • Lidia Ferreira

As Consequências Emocionais do Novo Coronavírus.

Atualizado: Mai 5



Como vai a sua saúde mental? Nós últimos meses estamos sendo bombardeadas por informações e notícias sobre a maior pandemia que o mundo já presenciou. O novo coronavírus transformou a nossa maneira de viver e até mesmo o nosso comportamento. Estamos mais atentas e alertas aos sintomas e as orientações tantos dos profissionais da saúde quanto também do governo local. Ainda não sabemos quando será o dia em que poderemos retornar a nossa rotina. Estamos preocupadas em como iremos pagar as contas e de que maneira vamos manter a administração da casa e da família. Não sabemos quanto tempo ainda vamos ter que aguardar para podermos voltar ao “normal”.


Como o novo coronavírus tem afetado a sua saúde, a nossa saúde mental?

Recebemos tantas informações sobre como se proteger para evitar a contaminação do vírus. Aprendemos a como: lavar as mãos, usar e até fazer uma máscara caseira, a distância ideal das pessoas, como proteger os animais domésticos, o grupo de risco, o tempo de #quarentena e etc...


Mas por se tratar de um vírus ainda desconhecido, os especialistas desconhecem como realmente uma pessoa que contraiu o vírus é afetada. Os médicos não sabem ainda determinar nem mesmo todos os sintomas ou porque algumas pessoas não apresentam sintomas como as demais. Infelizmente com isso, as consequências físicas, neurológicas e emocionais também fazem parte de centenas de questionamentos a serem estudados.


No domingo dia 26 de abril, a Dra. Lorna M. Breen, que trabalhava na emergência do hospital New York Presbyterian Allen foi encontrada morta na casa de uma de suas irmãs após ter cometido suicídio. Dra. Lorna tinha 46 anos e não tinha histórico de doenças mentais e havia retornado ao trabalho depois de ter superado do Covid-19 que foi infectada enquanto trabalhava no hospital. A família da médica declarou que ela era uma pessoa cativante que amava esquiar e viajar além de ser conhecida como extremamente dedicada aos pacientes.


Dra. Lorna percebendo a necessidade e o sofrimento de tantos doentes acometidos pela a pandemia não exitou em se sacrificar para salvar vidas. Mesmo contrariando os apelos de seus familiares para que ela respeitar-se o tempo de folga para descansar, ela não conseguiu resistir decidindo trabalhar por vários dias até o dia em que ligou para a irmã, que mora no estado da Virgínia para pedir ajuda. Segundo a irmã da médica, quando percebeu que a irmã precisava de ajuda, quando a escutou dizendo que não tinha condições de levantar da cadeira do hospital, entrou em contato com uma amiga da família e pediu para a fosse socorrer. Dra. Lorna foi levada de carro por sua amiga até um hospital psiquiátrico próximo da casa de seus pais quando foi internada para tratamento. Porém, infelizmente após de receber alta do hospital cometeu suicídio menos de 3 dias depois de voltar para casa.


Os danos mentais causados pelo o novo Coronavírus


Os colegas de trabalho da Dra. Lorna disseram que a médica era uma pessoa muito extrovertida, que gostava de dançar salsa e atividades ao ar livre. Jamais havia apresentado sinais de depressão ou ansiedade e tinha um relacionamento feliz com seus familiares e esposo. A pergunta é o que faz alguém com o perfil da Dra. Lorna tirar a própria vida depois de ter se dedicado a carreira a salvar vidas? Muitas são as dúvidas em relação de como o Covid-19 afeta o corpo e também a mente. Alguns estudos recentes apontam que o cérebro pode ser danificado pelo o Coronavírus e que possivelmente possa ter uma relação com a causa da morte da Dra. Lorna.


O que podemos fazer para nos proteger?

Uma em cada quatro pessoas são afetadas por doenças mentais no mundo. São cerca de 450 milhões de pessoas e é uma das principais causas de morte. Os fatores que levam alguém a desenvolver doenças mentais basicamente são: genéticos, ambientais, #traumas, abusos de drogas.


Segundo a Organização das Nações Unidas (#OMS) cerca de 40% dos países não possuem regulamentos que garantam os direitos de pessoas com doenças mentais e menos de 30% dos países não fazem atendimentos ou tratamentos na área da saúde mental. Além disso, os países com pouco recursos financeiros apresentam um número ainda maior de pessoas que não tem acesso ao diagnóstico. A pobreza é um fator importante que provoca o sofrimento desnecessário que pode provocar a incapacidade de manter a produtividade e independência desse paciente.


É necessário conhecer mais sobre como identificar os sintomas das doenças mentais. Além disso, é de extrema importância poder ter o direito ao acesso aos profissionais de saúde garantido, assim como também criar espaços para que possamos falar das nossas emoções sem preconceito e #tabus para que o #estigma que estão relacionados as doenças mentais.


Viver sobre pressão, a falta de sono e cercadas pelo medo e as incertezas podem sim gerar: #ansiedade, fobias, depressão. Doença mental não é fraqueza mental ou falta de caráter. Doença mental não é uma opção de #vida. Ser “forte” não é garantia de estar imune. No entanto, somente um profissional na área da saúde mental tem capacidade para diagnosticar e tratar alguém que está sofrendo emocionalmente.

Se você tem percebido que a tristeza atingiu você de tal forma que a vida parece não ter mais sentido, se seus pensamentos já foram tomados por uma #angústia tamanha que você não acredita mais ser possível vencer sozinha. Se a noite para você se tornou um tormento, pois não consegue dormir direito e o choro se tornou um companheiro constante, procure ajuda. Mesmo com a pandemia do #Covid19 é possível buscar assistência médica para receber uma avaliação e orientação apropriada. Você pode estar isolada socialmente, mas não deve se sentir sozinha. Se está difícil, busque ajuda. Não tenha vergonha ou medo de se cuidar. Acesse o blog da Plataforma Digital Feminina e leia a Cartilha de Prevenção ao #Suicídio Diga Sim a Vida, elaborada pela a New England Community Center com o apoio do Consulado Geral do Brasil em Boston. #lornambreen @plataformaditigalfeminina #newenglandcommunitycenter #brazilianconsulateinboston #digasimavida

Busque ajuda - National Suicide Prevention Hotline (1-800-273-8255)

Centro de Valorização da Vida 188 (www.cvv.org.br)


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