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  • Lidia Ferreira

Conquistando a Igualdade e Vencendo o Racismo.


Eu te vejo,

Eu te ouço,

Eu te escuto,

Eu te respeito,

Mesmo que: eu não te entenda, que eu não concorde com as suas opiniões;

que você seja diferente; que nossas experiências,

nossas lutas,

nossos sonhos sejam completamente opostos,

eu prometo te aceitar como ser humano,

pois independente de quem somos, somos.


Como seres humanos conectados com o mundo, fomos impactados tanto pela a covardia de um sistema que permite que a crueldade contra pessoas comum possa ser justificada pelo o privilégio de poucos, quanto pela a coragem de centenas de milhares de pessoas que bravamente saíram as ruas para proclamar que basta. George Floyd, um americano de 46 anos da cidade de Minneapolis em Minnesota foi covardemente assassinado depois de ter sido acusado de usar uma nota falsa de $20.00 em uma loja de conveniência. Desde que o vídeo feito por pessoas que estavam assistindo o policial Dereck Chauvin pressionando o joelho sobre o pescoço daquele homem que não teve o direito de se defender ou até mesmo de explicar o que havia ocorrido.


Na mesma semana em que George Floyd foi assinado pelo os policiais nos Estados Unidos, o menino João Paulo Mattos, de apenas 14 anos foi também covardemente assassinado por policiais da cidade do Rio de Janeiro, no Complexo do Salgueiro enquanto brincava na casa de um parente. Mas a violência não termina aí, dias depois o menino Miguel Otávio Santana de apenas 5 anos, foi encontrado pela a mãe enquanto agonizava depois de ter despencado de uma altura de 35 metros. Miguel, que estava sobre os cuidados da patroa de sua mãe, Sari Corte Real, primeira dama de Tamandaré, Recife PE.


O que sabemos de cara é que essas três vidas tinham em comum a cor da pele, que infelizmente até hoje, define a desigualdade que predomina o mundo, mesmo depois de séculos do início da abolição. Mas o que muitas das vezes não enxergamos é como podemos ensinar o valor da igualdade de direitos e o poder destruidor que envolve o racismo embrulhados com panos de sangue que emite um odor da morte e da opressão.


Nós mulheres temos um poder incrível de: influenciar, transformar pensamentos, moldar atitudes, conquistar espaços, pois é exatamente isso que fazemos desde do início de tudo. Podemos sim influenciar como ninguém mais é capaz, através da nossa consciência humana e natural de amar. Como mulheres, somos capazes de enxergar sentimentos que podem estar escondidos atrás de um olhar de uma criança, de um animal indefeso ou até mesmo de uma atitude de um agressor. Seja você mãe, ativista, casada, homosexual, preta, negra, branca, parda, pobre, privilegiada financeiramente, obesa, magra, velha ou apenas uma criança, você tem o poder nas mãos que liga ao seu coração que pode sim ajudar o mundo a conquistar o direito a igualdade que destrói o seu maior inimigo.


Como então podemos ensinar o respeito as diferenças.


Se o amor e o respeito podem transformar para o bem tudo que foi prejudicado pelo o mal, porque então, é tão difícil ver uma mudança real no meio da nossa sociedade? Creio porque não basta dizer que ama, não basta dizer que respeita, é necessário provar que o diz é real colocando em prática. Uma forma simples de provar que o racismo e o preconceito é algo que aprendemos é perguntar a uma criança a descrição de um grupo de outras crianças no seu dia a dia. Se aquela criança convive com pessoas que ensinam que somos muito mais do que o tom da nossa pele e que devemos enxergar uns aos outros com uma perspectiva pura; assim como o coração de uma criança; nós podemos vencer o preconceito.


Outra maneira de lutarmos para conquistarmos a igualdade de direitos é votando e cobrando os representantes que possuem o poder de mudar leis e de fazer melhorias para o acesso ao ensino de qualidade para todos, independente da condição financeira.

Como podemos ensinar uma criança a igualdade de direito para todos, independente de raça, credo ou condição financeira.


1. Elogie a criança quando demonstrar uma atitude positiva perante as diferenças - O nosso cérebro tem melhor capacidade de fixar um comportamento quando é reforçado pelo o reconhecimento daquele que cuida ou que exerce autoridade sobre.


2. Cuidado com o que você diz - Suas palavras devem ser acompanhadas por exemplos de vida. Não adianta dizer, faça assim; se a sua atitude para alguém diferente de você e que não pense como você, não corresponda as suas palavras. Se você diz “não fale assim” com o outro, mais despreza a necessidade daqueles que são impactados pela a injustiça, você pode estar ensinando que suas palavras não significam nada, ou seja, são vazias como a sua vida.


3. Crie oportunidades para a convivência pacífica com outras pessoas. Saia da zona de conforto de conviver somente com pessoas que possuam os mesmos interesses que você. Se envolva com atividades que possam proporcionar experiências que abram a mente para a conscientização em relação a diversidade. Aprenda mais sobre a importância da inclusão.


4. Ensine a denunciar a injustiça - seja com quem for, não podemos permitir que alguém fique calado sofrendo quando perceber que alguém foi covardemente injustiçado ou prejudicado por causa do racismo, do preconceito e pela a desigualdade.


“ O racismo não deixa de existir porque tem um negro no espaço. Ele existe pelo o fato de só ter um.” @pretitudes


5. Ofereça livros que tratem sobre: tolerância, respeito as diferenças e sobre oportunidades de aprender como a luta contra o racismo pode influenciar uma geração inteira. Veja algumas sugestões de livros que abordam algums dessas temas. Beyond the Golden Rule (Dana Willams). Uma História Lunática de Lulu Lima e Jader de Melo. Olha Para Mim de Ed Franck é Kris Nauwelaerts, A Cor de Caroline, de Alexandre Rampazo, Diversidade de Tatiana Belinky, Menina Bonita de Laço de Fita de Ana Maria Machado.


Para ler esse texto você gastou em média, 4 minutos, menos da metade do tempo em que George Floyd sofreu embaixo do policial que o matou, menos do que o tempo que levou para um dos mais de 70 tiros disparados pelos os policiais do Rio de Janeiro que atingiram o adolescente João e provavelmente o mesmo tempo que levou Miguel a perder a vida enquanto procurava a sua mãe, a doméstica que estava fazendo uma atividade que não fazia parte de suas obrigações, mais que havia confiado a vida do seu filho a patroa pois não tinha onde deixar-lo para ir trabalhar. A menina de apenas 6 anos, #Gianna filha de George Floyd, os pais de João Mattos e a mãe de Miguel, Mirtes Renata Santana agora clamam por justiça, enquanto isso, o que faremos nós para acabar com a desigualdade que impera em uma sociedade #racista? Repense seus conceitos, abra a sua mente de forma a poder enxergar o outro, reconstrua suas atitudes.


“O primeiro passo para o antirracismo é o silêncio, depois vem a escuta e o repensar.

Se você negligencia qualquer um desses ta falhando no seu Antirracismo.” @pretitudes


#georgefloyd #ondeestajoaopedro #pretitudes


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