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  • Lidia Ferreira

Neuroplasticidade Cerebral - Formas de Treinar o Cérebro e Melhorar Sua Performance

O cérebro humano tem capacidade de se adaptar, mudar sua própria estrutura através de novos caminhos. Hoje você vai começar a aprender ferramentas simples de como treinar o cérebro e assim aumentar a possibilidade de raciocínio rápido, prevenir doenças relacionadas à demência, além de aumentar a performance.   


Em todo amanhecer surge uma nova oportunidade de experimentar algo novo e de fazer coisas novas. Quando foi a última vez que você relutou para tomar uma decisão que mudaria completamente o seu futuro? Esse momento pode ter sido crucial para que você pudesse experimentar algo transformador.  Todas as nossas escolhas e principalmente a maneira como reagimos perante os desafios da vida contribuem para que o nosso cérebro trabalhe em nosso favor ao invés de nos sabotar impedindo de ultrapassar barreiras e de conquistar algo ainda muito maior do que antes.


O nosso cérebro é composto de aproximadamente de 100 bilhões de neurônios, que são células do sistema nervoso responsáveis por gerar e transmitir sinais elétricos sobre tudo que está acontecendo em torno e com o corpo.  Através de uma estrutura extremamente complexa, os neurônios recebem estímulos de fora ou dentro do corpo. Ao receber esses estímulos ou sinais os neurônios então: comunicam, processam, codificam e  transmitem as informações não só  para os outros neurônios, mas como também para todas as partes do corpo. Um exemplo simples é quando pegamos o cabo quente de uma panela. Ao tocar as mãos na superfície, os neurotransmissores recebem e devolvem a mensagem de perigo quase que instantaneamente. De forma automática soltamos o cabo assim que sentimos a dor provocada pelo calor. 


Plasticidade e neuroplasticidade cerebral 


Os estímulos, as experiências e as necessidades de se adaptar a mudanças formam o que é conhecido como plasticidade cerebral.  A idade exerce uma enorme influência entre crianças e jovens, justamente por ser uma fase de fortalecimento dessas conexões entre os neurônios que potencializam o aprendizado e influência no comportamento. Através dos sentidos, que podemos comparar com a porta de entrada do cérebro onde são captadas as informações que formam uma sequência de armazenamento e processo conhecido como cognição. É assim que transformamos informação em conhecimento, que nos permite o raciocínio, a associação, a imaginação e a memória.


A plasticidade também é conhecida como neuroplasticidade cerebral, a habilidade do cérebro de se reconectar, reorganizar, reestruturar sempre que surge uma nova necessidade de adaptação. Um exemplo comum entre nós imigrantes que vivemos fora do nosso Brasil, é a capacidade de se reinventar não só para sobreviver em uma nova terra, mas também de aprender uma nova língua e de se adaptar a uma nova cultura.  Quantas de nós, mulheres imigrantes, nos deparamos exercendo funções completamente diferentes das que estávamos acostumadas com a nossa vidinha “pacata” no Brasil? 


Apesar de parecer difícil, ou melhor, mesmo sendo extremamente difícil essa adaptação é possível, principalmente para nós imigrantes brasileiras que carregamos no sangue a feia da resiliência e superação. Porém, é notório que para as crianças existe maior facilidade de se adaptar e abraçar a nova cultura, justamente pois estão em fase de formação e por isso a plasticidade é ainda mais latente. Tendo em vista que os neurônios estão em fase de transformação enquanto entre nós adultos e especialmente para os idosos passamos a sofrer um declínio com o passar dos anos. 


Treinando o cérebro e melhorando a performance 


Todo ser humano carrega a necessidade de ser aceito, amado e útil. Viver em função de um propósito ou missão é o que a grande maioria das pessoas afirmam trazer sentido à vida. A certeza que seus dias estão sendo investidos para a transformação pessoal ou coletiva fortalece  a sensação de utilidade. 


Quando questionados, os idosos costumam compartilhar algo em comum que geralmente é a causa principal para sentimento de tristeza e falta de esperança. Não são as dores ou as doenças enfrentadas durante a velhice, mas sim a sensação de não ter mais utilidade por acreditar que a sociedade não reconhece mais o valor da sua contribuição. Independente da idade, todas as pessoas possuem a capacidade de aprender algo novo todos os dias. Para que seja possível aumentar os resultados e assim poder superar desafios é necessário treinar o cérebro para aumentar a capacidade, não só de fazer algo novo, mas também de fazer o que já é feito de forma muito melhor e mais efetiva. 


Dicas práticas para fortalecer sua alta performance


Já aprendemos um pouco como o nosso cérebro recebe, processa e transforma informações em conhecimento e como esse sistema é poderoso para aumentar a nossa maneira de agir e até mesmo pensar. Agora chegou a hora de colocar em prática o conhecimento sobre neuroplasticidade para que possa chegar ainda mais distante e realizar coisas muito maiores do que tudo que já experimentou até hoje. 


Algumas dessas dicas você vai poder encontrar na matéria da próxima semana da coluna Saúde da Mulher. Mas antes de começar, anote em um lugar especial pois essa já é a primeira dica para quem deseja aprender algo novo. Anotar algo que te chamou atenção enquanto você lê ou assiste uma aula ou documentário por exemplo,  seja a punho ou digitando contribui para fixar a informação e assim poder levar mensagens para serem armazenadas em um local chamado de conhecimento. 


Dica 2: Crie o hábito de aprender algo novo todos os dias - parece clichê mas quanto mais estamos dispostas a nos posicionar para o desafio de aprender mais ficamos atentas a necessidade de fazer algo de forma diferente, nem que seja fazer um trajeto fora do habitual para o seu local de trabalho. Isso ajuda o cérebro a entender que uma informação nova está surgindo e por isso é preciso estar atento às mensagens fora do padrão ou da rotina.



Dica 3: Fazer coisas simples porém de forma inusitada, como escovar os dentes com a mão oposta, experimentar um alimento novo. Você com certeza não vai provocar um curto circuito cerebral, mas vai poder ativar novas áreas que vão te agradecer devido aos benefícios à saúde relacionados aos novos desafios.



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