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  • Lidia Ferreira

O Vício da Distração Causado Pela Dependência da Internet.




Quanto tempo você conseguiria ficar sem o seu aparelho de celular? Será que estamos vivendo em uma época em que não somos mais capazes de viver sem estarmos “conectados” ao um dispositivo eletrônico por um espaço razoável de tempo? Muitas são as perguntas em relação a esse tema, porém pouco nos perguntarmos como a dependência a internet tem prejudicado: a nossa saúde, nossa capacidade de concentração além dos relacionamentos.


No livro Distraction Addiction (2013) o autor Alex soojung-kim Pang (2013) descreve como é possível receber a informação que você necessita e a comunicação que você deseja sem prejudicar os relacionamentos familiar, com os amigos, no local de trabalho e principalmente sem perder a sua “alma”.


Alex Pang afirma que podemos retomar o controle das nossas atitudes e emoções mesmo quando percebemos que estamos sofrendo as consequências do excesso de exposição aos dispositivos eletrônicos, como: e-mail, redes sociais, mensagens de texto e etc... A necessidade do ser humano de poder expandir a mente e as habilidades através do uso da tecnologia sem sequer pensarmos no que estamos fazendo, tem levado a muitas pessoas a exaustão mental que provoca distração e várias outras doenças.


Quando foi a última vez que você percebeu estar contemplando um momento de silêncio, exercendo a sua consciência em uma atividade que não incluía estar “ligada” a algum aparelho a sua volta? Se você conseguiu lembrar quando foi a última vez que você esteve “livre” de exposição artificial como; o aparelho de televisão, o computador, o celular, redes sociais e ainda assim se sentiu tranquila e a vontade com os seus pensamentos, qual foi a duração desse período?


Estudos apontam que a cada ano que passa nós estamos vivendo ainda vez mais dependentes e escravizadas da tecnologia ao ponto de não conseguirmos mais “viver sem”. Sabemos que a tecnologia é indispensável para nós nos dias de hoje, no entanto, tudo que perde o equilíbrio coloca em risco a segurança; nesse caso; a saúde mental e física.


Os riscos do uso descontrolado dos smartphones.

Vários estudos apresentam como a saúde física e mental tem sido afetada por causa do excesso do uso dos aparelhos de celular. Jane Brody colunista do jornal New York Times escreveu em um artigo de “ a única diferença entre o vício do smartphones e outros tipos de vício é a aceitação social.”


Quando estamos caminhando na rua, jantando em um restaurante ou até mesmo em um local parque público, podemos perceber que o número de pessoas que realmente interagem uma com as outras durante o período em que estão juntas é mínimo. Famílias que não conversam entre si, casais distraídos como se não estivessem presentes, pais e filhos que trocam algumas palavras sempre com algum aparelho eletrônico entre aquilo que deveria ser um momento de lazer ou de diálogo. Mas além desta falta de controle estar afetando as relações a saúde do corpo e da mente também tem sido gravemente prejudicada.


Antes de prosseguir com os dados sobre os perigos do abuso do uso do celular gostaria de propor a você para responder algumas perguntas. Responda refletindo sobre o seu comportamento escolhendo umas das opções a seguir: a)nunca ou raramente, b)às vezes, c)frequentemente, regularmente.


  1. Constantemente fico acordada até tarde navegando no celular.

  2. Sinto mais prazer em passar tempo nas redes sociais do que curtir um momento romântico.

  3. Prefiro usar o celular a fazer as atividades domésticas.

  4. Familiares e amigos reclamam que passo muito tempo no celular.

  5. Fico constrangida quando alguém me pergunta o que mais faço enquanto estou usando celular.

  6. Fico irritada quando alguém insiste em me interromper enquanto estou navegando nas redes sociais.

  7. Sinto-me extremamente ansiosa quando tenho que ficar longe ou sem usar o celular.

  8. Quando gasto tempo enquanto estou no celular é como se estivesse em um local muito especial.

  9. Minha vida seria muito menos feliz se não fosse as redes sociais.

  10. Por várias vezes tentei diminuir o uso do celular sem sucesso.

  11. Quando não estou “ligada” nos acontecimentos como: e-mail, #Facebook, #Instagram, Whatsapp, Tiktok, sinto-me como estivesse perdendo algo fundamental.

  12. Normalmente a primeira coisa que faço após acordar é checar as mensagens no meu celular.

  13. Eu uso a internet para “fugir” da minha vida real.

  14. Reconheço que procrastino muito enquanto estou trabalhando ou realizando algum projeto por que não resisto em dar uma “olhadinha” no que está acontecendo nas mídias sociais ou no grupo de mensagens.

  15. Meus filhos(as) reclamam da minha falta de atenção quando estou usando o celular.

  16. Percebo que seguintes sintomas como: #palpitação, fadiga e ansiedade são comuns quando perco a oportunidade de tirar uma foto de um “momento” ou “algo” imperdível.

  17. Por várias vezes notei que estava totalmente distraída porque estava pensando no que poderia estar fazendo com o meu celular.

  18. Jamais aceitaria passar um final de semana em um local paradisíaco com alguém muito especial se eu soubesse que não haveria acesso a #internet.


Para avaliar as respostas você deve enumerar da seguinte forma. Para cada resposta coloque os seguintes números: 1 ponto para as respostas nunca ou raramente, 3 pontos para às vezes, 7 pontos para frequentemente, regularmente. Entre 18 a 30 pontos, não existe a possibilidade de dependência; entre 54 e 66, possibilidade de dependência moderada; acima de 78 sinais de perigo; acima de 100 possibilidade elevada de #dependência.


Sensação de perda e ansiedade excessiva. Medo de não “dar conta” de cumprir com as responsabilidades, caso não fique 24/7 “ligada” no que está acontecendo. Sensação de angústia muito forte só de saber que não tem acesso ao celular, mesmo que por um prazo curto de tempo. Dificuldade de manter o foco e frequente esquecimento de palavras simples ou de atividades corriqueiras. Esses são alguns exemplos do que normalmente as pessoas que sofrem com a dependência do aparelho de celular reclamam sobre o comportamento.


Nomofobia


Esses sintomas citados acima podem estar relacionados a #Nomofobia. A Nomofobia é a síndrome da dependência digital. Segundo os especialistas, os sintomas são semelhantes aos de pessoas dependentes de substâncias químicas. Isso se deve devido a alteração sofrida no cérebro que inclui o aumento, tanto de certos hormônios, como também de alguns ácidos, como: gama-aminobutírico, glutamato e glutamina, que são neurotransmissores responsáveis pelo funcionamento da atividade cerebral, principalmente nos jovens. Infelizmente com isso, surge também o aumento de casos de depressão, #impulsividade, #insônia entre #adolescentes e jovens que chegam a acessar o smartphone mais cerca de 2,600 vezes por dia.


Estima-se que em todo o planeta cerca de 5,1 bilhões de pessoas, sendo somente no Brasil, cerca de 204 milhões de aparelhos de #smartphones estão em funcionamento, segundo o relatório da Economia Móvel GSMA de 2019. De acordo com o #IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que divulgou em abril de 2020, um suplemento de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio Contínua (Pnad Contínua) onde apontou que 4 em cada 5 brasileiros acima de 10 anos tem um aparelho de celular para uso pessoal.


As principais causas da dependência do smartphones.

Com o avanço da #tecnologia, o aparelho de telefone convencional passou a ser substituído pelo o telefone móvel que com o passar o tempo, deixou de ser um meio de comunicação verbal assumindo também um dos principais veículos de fonte de: informação, entretenimento e arquivamento de dados; como fotos, documentos e etc...


Com a possibilidade da utilização como uso de várias ferramentas, como por exemplo: agenda eletrônica, planilha de orçamento, envios e recebimentos de e-mails, chamadas de vídeos, os smartphones ocupou o espaço que antes precisávamos de vários recursos para acessar todos esses recursos. Mas segundo vários estudos sobre o assunto, o que mais tem levado pessoas a dependência do smartphones é o acesso as redes sociais. Você pode estar em qualquer lugar, basta ter acesso a uma boa rede de internet, conhecida como Wi-Fi (Wireless Fidelity), para poder “#conectar” a rede social da sua preferência.


Onde mora o perigo

Antes dos smartphones, para poder nos comunicar com as amigas, por exemplo, era preciso pegar o telefone, encontrar o contato na agenda, ou até mesmo memorizar o número de telefone, discar e torcer para que alguém do outro lado atendesse a nossa ligação. Além disso marcavamos um encontro e somente então, podíamos “trocar figurinhas”. Agora, com tanta “facilidade” para se comunicar, nem mesmo precisamos escutar mais o telefone tocar, basta enviarmos uma mensagem de áudio resumindo o que queremos dizer. Além disso, não precisamos mais contar o que fizemos no dia anterior, basta “postar” as fotos do que comemos, com quem estávamos, mas sempre “sorrindo” fazendo expressão de “#felicidade” e “#realização”.


Mas o que tem de errado com todas essas mudanças? O perigo está em passar a viver em função do que os outros vão dizer sobre as suas #postagens, e também a necessidade, cada vez mais intensa de estar sempre “ligada” no que está acontecendo do outro lado da tela ao invés de estar com a mente e corpo presente no mesmo lugar. Existe uma armadilha sutil que nos envolve aos poucos, e quando menos percebemos, estamos completamente presas ao que está surgindo no mundo “virtual”. O perigo, infelizmente também está quando damos mais valor a vida das pessoas que “seguimos” nas redes sociais, acreditando que: aquele sorriso, aquele lugar, aquela mesa farta, representa total felicidade e sucesso.


Sem perceber, não notamos que a grande maioria das imagens que presenciamos não refletem a realidade que está por detrás daquele sorriso “amarelo” e também da pose forçada que provavelmente foi copiada de alguém, pois está em alta.


Para pessoas que utilizam as redes sociais como veículo para divulgar o trabalho, como eu, existem técnicas, dicas, cursos diversos de como fazer a sua rede social “bombar”. Claro que sabendo manter o equilíbrio, é valioso receber todas essas informações e até colocar-las em prática. No entanto, o perigo é quando perdemos a sensibilidade do que realmente importa, de ser você mesma e se descobrir como alguém completa independente da opinião ou #influência de outras pessoas.

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