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  • Lidia Ferreira

Saúde da Mulher -Vulvodínia - A Doença da Intimidade Feminina.


O tema de hoje procura esclarecer uma #doença que afeta muitas mulheres, porém dificilmente se torna um assunto na roda de amigas.


No domingo; dia 13 de janeiro; a Rede Globo apresentou uma matéria no #Fantástico, falando sobre duas doenças pouco conhecida pela a maioria das mulheres, a Vulvodínia e Vaginismo. A matéria, procurava esclarecer o problema enfrentado por Rebeca Kodaira de 22 anos; mais uma vítima da violência doméstica; que havia sofrido sérias agressões da parte do namorado, desde que passou a recusar a ter relações sexuais. Segundo Rebeca, as agressões iniciaram porque o namorado não aceitava a justificativa que a levava a evitar-lo sexualmente. Mesmo se queixando de muitas dores durante o ato #sexual, o namorado a agrediu violentamente dizendo que não acreditava.


Não é necessário dizer, que nada justifica uma mulher ser agredida por alguém.

NADA JUSTIFICA A VIOLÊNCIA CONTRA MULHER.


Depois de várias tentativas frustradas de encontrar um diagnóstico para o mal que a acomete, Rebeca finalmente conseguiu encontrar o motivo pelo o qual ela sente muitas dores na área genital. Ela foi diagnosticada com #Vulvodínia, um transtorno que pode acarretar sérios danos à vida sexual da mulher.


Vamos entender o que é a Vulvodínia.


A Vulvodínia ou Vestibulite vulvar é um transtorno ainda pouco conhecido, que provoca dores crônicas e desconforto na região genital da mulher. Estima-se que a Vulvodínia afeta cerca de 16% das mulheres, podendo acometer em qualquer fase da vida, desde da adolescência até a menopausa. A incidência é maior em mulheres entre 18 e 25 anos, porém após os 35 anos; diminuem os riscos da apresentação dos primeiros #sintomas. Já o Vaginismo é uma disfunção sexual que provoca espasmos (contrações) involuntarios dos músculos vaginal.


Quais são os sintomas da Vulvodínia?

Como a Vulvodínia causa dores na região da vulva, quase sempre os principais sintomas são observados na hora do ato sexual. No entanto, simples atividades diárias; que geram uma pressão na região, como por exemplo: permanecer muito tempo sentada, andar de bicicleta, colocar um absorvente interno, usar calças, montar a cavalo; podem provocar dores intensas.


Os tipos mais comum da Vulvodínia são: Generalizada e localizada, sendo subdivididos em: espontânea, provocada e mista.


Generalizada - quando a mulher se queixa de queimação constante.

Localizada - quando a dor é provocada: por pressão, pelo o uso de alguns sabonetes ou cremes e pelo o ato sexual. A dor provocada na mulher que sofre de Vulvodínia durante a relação sexual, pode permanecer até por horas após o ato.


Os principais sintomas da Vulvodínia são:

- Dor ao toque;

- Dor durante ou após a relação sexual;

- Ardência crônica (constante);

- Irritabilidade genital;

- Sensibilidade aumentada;

- Sensação de calor, coceira ou inflamação;

- Dificuldade de introduzir absorventes interno (tampões);

- Dificuldade para fazer atividades como: andar de bicicleta, montar a cavalo;

- #Dor ou incômodo ao usar calça justa ou apertada.


Causas

Ainda é desconhecido o que provoca a Vulvodínia, porém vários estudos afirmam que alguns fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença, tais como: candidíase de repetição, fatores genéticos, sensibilidade a dor, alteração da parte baixa da pélvis, alterações hormonais, questões psicológicas e até consequências provocadas por abuso sexual, como o estupro. Algumas doenças também estão associadas, como: estresse pós-traumático, #enxaqueca, #fibromialgia e a síndrome do intestino irritável.


Diagnóstico

Como os sintomas da Vulvodínia não são aparentes, o diagnóstico é bastante difícil; principalmente pela a falta de informação; não só da parte da mulher afetada mas também de profissionais da área da saúde. Cerca de 60% das mulheres que sofrem dessa doença, admitem que; o diagnóstico da Vulvodínia; só foi possível depois de três ou mais opiniões de profissionais diferentes. A falta ou o atraso de um diagnóstico adequado, pode acarretar problemas psicológicos, como: #ansiedade e #depressão.


Tratamento

O tratamento é feito por avaliação #multidisciplinar que envolve ginecologia, fisioterapia e psicologia. É essencial que a mulher que sofre; com um ou mais dos sintomas citados acima; procure um ginecologista, que deverá iniciar o pedido de vários exames, além de fazer uma avaliação do histórico clínico. Idealmente, a paciente deve procurar um profissional especializado em patologia vulvar.


Recomenda-se para pacientes que sofrem de Vulvodínia localizada, a aplicação de um conjunto de medidas, assim como: massagens na região pélvica, técnicas de relaxamento e contração, entre outras, que contribuem para a diminuição da dor proporcionando assim, o retorno de uma vida sexual #saudável.


De acordo com a determinação médica, outras medidas podem ser apresentadas como opções de tratamento para o tipo específico de Vulvodínia. Mulheres que sofrem com essa doença, normalmente apresentam sintomas de ansiedade e depressão. Um acompanhamento com um profissional de saúde mental pode auxiliar ao conjunto de tratamento. Como muitas mulheres tem vergonha de compartilhar um problema tão íntimo, a maioria dessas mulheres reclamam da falta de apoio e compreensão, principalmente da parte do companheiro.


Prevenção

Mesmo sabendo que a ciência ainda não sabe determinar a causa da Vulvodínia ou até mesmo a #cura para essa doença, é possível prevenir ou diminuir os sintomas, como:

- Evitar roupas apertadas contra a vulva;

- Evitar o uso excessivo de sabonete ou perfumes na região pélvica;

- Utilizar lubrificantes naturais durante as relações sexuais;

- Optar por o uso de roupas íntimas de algodão.


O importante é procurar ajuda. O silêncio ou a vergonha só colaboram para o aumento do tempo de sofrimento desnecessário.

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