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  • Lidia Ferreira

Viver Melhor - Combate Internacional da Violência Contra a Mulher


Aproximadamente uma em cada três mulheres são abusadas no mundo. Isso significa que as chances de se tornar uma vítima da violência contra mulher é muito maior do que receber o diagnóstico de câncer de mama, por exemplo. Viver melhor também significa poder desfrutar de segurança e liberdade e por isso devemos nos unir para salvar outras vidas, mas como isso é possível?


Unidas por uma causa

Entre os dias 25 de novembro até 10 de dezembro o mundo vai estar promovendo ações de combate a violência contra mulher e meninas. É momento de nos unirmos para salvar vidas enquanto criamos formas que possam garantir a nossa qualidade de vida. Não basta cuidar da alimentação, do corpo e da mente sem poder viver com segurança e dignidade. Não basta lutarmos por liberdade financeira se formos impedidas de expressar e manifestar os nossos sonhos. Não basta eu ser livre da violência se minha filha, noras, irmãs, amigas, primas, colegas de trabalho, vizinhas não forem. Não basta escolher uma verdade enquanto fecha os olhos para a realidade dos outros. É necessário nos unirmos por uma causa, por causa de todas nós.


Durante os últimos anos o aumento de casos de violência contra a mulher ganhou uma proporção ainda maior e extremamente lamentável principalmente devido a pandemia da Covid-19 que manteve os casos de abuso ainda mais entre quatro paredes devido ao isolamento. O que podemos fazer para amenizar a dor de quem vive à sombra da violência? Como podemos agir para eliminar esse mal que assombra e dilacera centenas de milhares de vidas arrancando os sonhos, os planos, a dignidade e tantas vidas para a violência?


Viver melhor é agir em prol de um objetivo precioso, é mais do que aparência física, é muito mais do que esbanjar poder ou riquezas, é ser verdadeira, transparente, inteira, autêntica sem medo de ser feliz. Não existe nada mais precioso do que a vida, porém infelizmente estamos perdendo a luta contra a falta de amor e respeito quando nos deparamos com tanta crueldade e desamparo que muitas mulheres estão vivendo.


Transformando as trevas da violência em luz para o mundo


Viver debaixo da opressão do abusador é tão prejudicial quanto conviver com as dores provocadas pelo os traumas de um abuso que teima em sangrar todos os dias nas mentes de quem sobrevive a violência. Quem convive com as consequências provocadas pela a violência contra mulher sabe o que significa estar envolvida pelas trevas. A falta de esperança e os desafios de poder encontrar uma solução para o problema provoca inúmeras barreiras principalmente quando essa mulher não tem opção devido alguns fatores como: falta de recursos financeiros, falta de apoio familiar, falta de conhecimento e acesso a recursos que possam proporcionar alternativas que facilitem um caminho que leve a luz do fim do túnel.


Cada momento em que uma mulher é abusada, e isso ocorre a cada minuto para vinte e cinco brasileiras, ou seja, cerca de 1.500 mulheres sofrem algum tipo de violência por hora somente no Brasil; todas nós somos afetadas. Todas as vezes que uma mulher é abusada, as trevas ganham espaço e tomam o lugar da luz. A cada mulher assassinada uma luz é apagada para sempre e muitas vidas estão sendo dilaceradas por causa do descaso e da maldade tanto de quem se cala, assim como dos que cometem o mal. Quem destrói os sonhos matando a dignidade de alguém, seja através de palavras ferinas, ameaças, gestos de brutalidade ou carícias indesejadas merece punição devida e não proteção do estado. Infelizmente, porém, o que ocorre em muitos dos casos são mulheres de todas as idades sujeitas a falta de apoio do governo que deveriam garantir não só a nossa segurança mas promover ações de combate a esse mal que atinge muito mais vítimas do que todas as epidemias somas no mundo. Para transformar as trevas é preciso o aumento de conscientização de toda a sociedade através de iniciativas multidisciplinares que englobam diversos setores tanto da segurança e saúde quanto da economia e política.


Fazendo parte da transformação

Durante os dias 25 de novembro até 10 de dezembro deste ano quando celebraremos o Dia Internacional dos Direitos Humano várias oportunidades de participar do movimento de combate a violência contra mulher vão estar disponíveis para quem quiser se envolver com essa causa que pode salvar #vidas. Esse ano a campanha anual contra a violência contra mulher recebeu o título de UNite to End Violence Against Women (Unidos para Eliminar a Violência Contra Mulher) promovido e organizado pela as Nações Unidas da Mulher (UN Women). Durante 16 dias qualquer pessoa pode participar da campanha “Orange the World” Pintando o Mundo de Laranja (O Fim da Violência Contra Mulher Agora), através das atividades que estão disponíveis gratuitamente no website da https://www.un.org/en/observances/ending-violence-against-women-day

A proposta da campanha é eliminar a #violência contra mulheres e meninas que persiste em violar os direitos humanos mas que ainda é cercada pela impunidade, falta de informação e o #estigma.


Com base na Declaração sobre a Eliminação da Violência Contra a Mulher assinada em 1993, durante a Assembléia Geral das Nações Unidas que determinou que qualquer ato que resulte e, abuso físico, psicológico ou sexual; incluindo… ameaças, coerção ou privação arbitrária da liberdade, seja em público ou em local privado, relacionados diretamente ao #gênero feminino.

Algumas dessas formas de abuso são:

  • Intimidação violenta por parte do parceiro - abuso psicológico, estrupo matrimonial (quando o marido ou companheiro usa da força para ter relações sexuais sem o consentimento), feminicídio;

  • Violência sexual ou ameaça - estupro, forçar fazer atos sexuais indesejados, abusos sexuais contra a #criança e adolescentes, casamento forçado, perceguição, ameaças cibernéticas (quando ocorrem de forma virtual);

  • Tráfico humano - tanto trabalhista quanto sexual;

  • Mutilação genital feminina e

  • Casamento infantil



O mundo está carente de não só de amor e igualdade mas também de ações de impacto tanto de curto, médio quanto de longo prazo para combater a violência contra a mulher. Quando uma mulher ou mesmo uma criança é abusada abre-se um leque de consequências desastrosas que afetam a qualidade de vida em qualquer fase. Por isso é necessário também que participemos de ações educativas como forma de prevenção à violência contra a #mulher, pois atinge todas nós independente da idade, crença religiosa, classe econômica, opção sexual, raça ou nacionalidade. É preciso dizer que a mulher não está sozinha apoiando e fazendo parte do movimento de combate a esse mal. Acesse o website das Nações Unidas da Mulher para maiores informações ou também através do Instagram da Plataforma Digital Feminina.


Compartilhe a logo da campanha nas suas redes sociais e também com a sua lista de amigos e amigas.

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