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  • Lidia Ferreira

Liberdade Financeira - Quebrando Tabus e Descobrindo Novas Verdades


Não é sobre ganhar dinheiro e sim como você domina as finanças. Não é sobre tabus mas como você se relaciona com as suas verdades. Não é sobre aumentar seu conhecimento, mas como você aplica o que sabe. Não é sobre fracassar ou vencer, mas aprender com seus erros.


Para muitas pessoas falar sobre finanças provoca tristeza e ansiedade. O medo de não dar conta de tantos compromissos financeiros é uma realidade para a maioria da população no mundo. A falta de conhecimento sobre finanças tem gerado dor na vida de muitos. Toda crise financeira mundial sempre chega acompanhada de dúvidas e receios. A falta de preparo e a incredulidade de quem vive com pouco proporciona chances ainda maiores de dificuldade para quem luta diariamente pelo pão de cada dia.


Além das barreiras existentes, somam-se as crenças relacionadas com o dinheiro. Muitos ainda acreditam que dinheiro é algo amaldiçoado, e portanto quem vive em função do dinheiro não tem caráter. No entanto, não reconhecem que dinheiro não traz maldição a ninguém, mas o amor ao dinheiro sim, a própria Palavra já diz.


Saber se relacionar com o que ganha é poder viver bem com o que tem. Porém não é errado desejar mais e lutar por isso. A liberdade financeira tem uma conexão com como você se identifica como pessoa. Se você acredita ser merecedor, você tem planos a serem realizados.


Como compreender e desmistificar os tabus e assim poder descobrir novas verdades que estão relacionadas com a liberdade financeira?


Nos últimos anos o termo crenças limitantes vem se popularizando rapidamente cada vez mais e mesmo que possua um significado simples carrega vários fatores que dificultam a identificar as possíveis raízes e como se libertar das mesmas. Crenças limitantes são padrões pré-estabelecidos que ouvimos ou que fomos ensinados e passamos a crer inconscientemente de forma absoluta. Enquanto os tabus envolvem a maneira como o assunto se torna proibido e inquestionável, as crenças limitantes provocam barreiras entre a realidade e o que foi assimilado como verdade.


Algumas das crenças limitantes relacionadas ao dinheiro que ouvimos desde que nós conhecemos como gente funcionam como sementes da escassez que tem levado muitas pessoas a não saírem do estado atual financeiro.


Desmistificando os tabus ou crenças


  1. Dinheiro não traz felicidade - quem já não escutou ao menos uma vez essa frase como se tentasse provocar um conceito contrário? Quando se diz que dinheiro não traz felicidade é como quem acredita nessa afirmação estivesse tentando dizer dinheiro, “na verdade” gera infelicidade. O dinheiro pode até não manter a felicidade de ninguém por muito tempo mas que ajuda a ter uma vida mais feliz, com certeza. Acrescento aqui que não é o dinheiro o motivo da felicidade de alguém mas sim os recursos necessários para poder usufruir de uma vida mais estável e com menos preocupações. Quem sabe utilizar com sabedoria os recursos que tem não corre riscos de se tornar infeliz se esses recursos ganharem uma proporção ainda maior. Nesse caso, se você se reconhece como uma pessoa completa, capaz de ser grata por tudo que tem e administra de forma saudável a sua relação com o dinheiro, possivelmente se tivesse mais $$$ na conta faria o mesmo. Agora se vive ansiosa com suas finanças, está sempre com a sensação que está com a “corda no pescoço" por não saber como fazer para cumprir com os seus compromissos ou possui um orçamento totalmente desequilibrado, isso quando possui realmente o dinheiro para você não traz felicidade mas sim problemas mal resolvidos.

Se esse último exemplo for o seu caso, você necessita rever os seus conceitos, buscar entender as possíveis causas dessas crenças para poder mudar os hábitos.


  1. Sou pobre mas sou honesto - honestidade é poder dormir tranquilamente no travesseiro que você comprou mesmo sem ter pensado o quanto ganhou o fabricante que te vendeu. Apesar de que se pararmos para avaliar que estatisticamente, no mundo cerca de 2% da população são de pessoas que não foram atribuídas de consciência, ou melhor de empatia pelo o próximo. Para ficar mais claro, cerca de 2% da população mundial nascem com a incapacidade de: se importar com o próximo, de sentir emoções e por isso são levadas a viverem de forma egocêntrica, egoísta e assim não medem esforços para conseguirem o que querem independente se vão ou não prejudicar alguém. Essas são algumas das características dos psicopatas, seres viventes perfeitamente capazes de passarem toda a vida manipulando, explorando, abusando das pessoas e dos sistemas. Esses sim, acabam se tornando “ricos de forma desonesta”. Mas também existem um número considerável de pessoas que são desonestas por escolha própria e outras que não sabem como viver sem infligir as leis pois foram criadas em ambientes contaminados pelo engano e o ganho fácil. No entanto isso não representa a maioria dos seres humanos, pois na grande maioria das vezes, as pessoas que possuem muitos recursos financeiros são honestas tanto quanto as que vivem na escassez monetária. Por isso que essa frase, “sou pobre mas sou honesto” é uma crença preconceituosa e limitante, já que nos leva a acreditar que se você deseja ou luta para sair da pobreza vai ter que largar de mão a honestidade. O fabricante que vende o travesseiro que sustenta a sua cabeça à noite também dorme sobre um. Assim como entre os pobres honestos que pagam seus impostos e vivem dentro dos "padrões" da sociedade, os ricos também fazem o mesmo só que proporcionalmente ao quanto ganham. E mais, os desonestos também possuem uma noite “tranquila”.

  2. É pecado desejar ser rico - ou será que ser dominado pelo o dinheiro é o que leva alguém a ser um “pecador”? Esse tabu tem uma conotação errônea religiosa. Faz parte tanto da forma como interpretamos o texto quanto a forma como perpetuamos a nossa relação com o dinheiro. Aqui eu quero abrir um parêntese para esclarecer que desejar vencer as limitações financeiras, que muitas das vezes aprisionam várias gerações, pode ser o primeiro passo para se libertar do “cativeiro” da pobreza. Nesse caso, a pobreza não é a falta de recursos financeiros, mas a ausência tanto de conhecimento quanto de acesso aos recursos que ajudam a impulsionar a vida para outro patamar. Não é desejar ganhar mais ou usufruir dos benefícios que o dinheiro proporciona que é o problema, mas sim acreditar que o amor ao dinheiro é leme para a sua jornada na vida. É importante pensar se o seu dinheiro trabalha para você ou se você trabalha para o dinheiro. Claro que aqui estou me referindo se existe uma relação saudável entre você as suas finanças e se seus objetivos estão alinhados com suas atitudes em relação ao dinheiro.


Na maioria das vezes, pessoas que não conseguem fazer com que o dinheiro trabalhe em seu favor vivem preocupadas pois são na verdade escravas do dinheiro. Geralmente trabalham 60 ou mais horas por semana e não conseguem ver “a cor do dinheiro” pois trabalham, trabalham mas não se organizam financeiramente.


  1. Nasci pobre e por isso vou morrer pobre - esse é um dos tabus mais conhecidos, ou seria melhor dizer, uma das melhores desculpas popularmente usadas. Como se uma maldição ou o poder relacionado ao sistema de castas aprisiona-se sem deixar qualquer possibilidade de se libertar dessa condição, levando assim a pobreza ser passada de geração a geração. Pessoas que foram levadas a acreditarem nessas mentiras não conseguem ver qualquer possibilidade de mudança, por mais que se esforcem. Com isso, não investem e nem guardam para o futuro além de não acreditarem que a busca por conhecimento e melhoria de vida seja realmente válido o sacrifício. É comum encontrar pessoas que vivem cercada dessa crença limitante a prática de críticas e de vitimação da sua condição, ou seja, a culpa sempre vai ser dos outros e por isso estão sempre esperando que alguém os “salvem” dessa condição.


Vencendo os tabus e ressignificando as crenças.

Mesmo que não seja fácil mudar a realidade financeira para conquistar a liberdade da mesma é possível. Na próxima semana vamos começar a analisar como é possível gerar riqueza através de mudanças de hábitos, como cortes de gastos supérfluos e a criar formas seguras e diversificadas de investimento que possam te ajudar a viver de forma mais abundante e segura.



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